Receita
Esta receita da Compota do Prazer é muito antiga e, provavelmente, já é feita há mais de 6000 anos. Evidentemente, seus ingredientes foram adaptados a época em que vivemos de forma que a receita atual refletisse com bastante precisão os conteúdos de experiências que o seu saborear promove nas 9 Salas do Inconsciente Humano. Foram usados como referência relatos, a este respeito, descritos em pergaminhos muito antigos, descobertos no século XX por pesquisas arqueológicas realizadas no Oriente Médio.
Ingredientes:
300 gramas de ameixas pretas e sem caroço
100 gramas de maçã desidratada
100 gramas de pêra desidratada
100 gramas de passas brancas
100 gramas de cerejas ao marrasquino, inteiras com toda a calda
100 gramas de nozes picadas
100 gramas de castanhas do Pará picadas
100 gramas de amêndoas sem pele picadas
um pouquinho de canela em pau
um pouquinho de cravo
1 rodela de limão
1 cálice de vinho tinto
Modo de Fazer:
Faça uma calda colocando numa panela 2 xícaras de chá de açúcar para caramelar, ou seja, cozinhando o açúcar até ele ficar da cor de um caramelo, e acrescente, então, 1 litro e meio de água fervendo.
Misture bem o açúcar caramelado com a água fervendo e coloque primeiro a maçã e a pêra desidratadas.
Depois que estiverem quase cozidas, coloque o restante dos ingredientes começando pela ameixa.
No final coloque o vinho.
Deixe a Compota apurar por mais ou menos 40 minutos.
Algumas Observações:
Se você resolver aumentar a quantidade dos ingredientes aumente, também, proporcionalmente a quantidade de calda.
Se depois da Compota ficar pronta você achar que ela ficou com pouca calda, faça em uma outra panela mais uma medida de calda e quando ela estiver bem dissolvida a acrescente a Compota já pronta.
E assim estará pronta a sua Compota do Prazer, que posta na geladeira poderá durar de 1 a 2 meses.
Como este exemplo de mesa, infinitos outros poderão ser criados, mas por questões da Engenharia Dimensional que envolve a virada de 2011 para 2012 recomendo que todas as mesas contenham algum tipo de compoteira com a Compota do Prazer no seu interior, pois durante o ritual que desenvolvi para ser realizado nesta virada será necessário saborear uma colher de sobremesa da Compota do Prazer. E eu mantenho sempre a mesma receita ano após ano, porque a função para a qual ela foi desenvolvida se mantém a mesma ao longo do tempo. Ela funciona como um detonador das mudanças que os Mantras criados por mim irão desencadear na vida dos seus usuários.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Compota do Prazer por Gilson Chveid Oen
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Quem morre (Pablo Neruda)
Morre lentamente,
quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra
graça em si mesmo.
Morre lentamente,
quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o
mesmo trajeto, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma cor
nova ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente,
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente,
quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco, e os
pontos sobre os "is", em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente o que resgata o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente,
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não
arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se
permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva que cai incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um
assunto que desconhece ou não lhe responde quando lhe perguntam algo
que não sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido
de felicidade.
quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra
graça em si mesmo.
Morre lentamente,
quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o
mesmo trajeto, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma cor
nova ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente,
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente,
quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco, e os
pontos sobre os "is", em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente o que resgata o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente,
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não
arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se
permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva que cai incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um
assunto que desconhece ou não lhe responde quando lhe perguntam algo
que não sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido
de felicidade.
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