sábado, 24 de dezembro de 2011

Compota do Prazer por Gilson Chveid Oen

Receita

Esta receita da Compota do Prazer é muito antiga e, provavelmente, já é feita há mais de 6000 anos. Evidentemente, seus ingredientes foram adaptados a época em que vivemos de forma que a receita atual refletisse com bastante precisão os conteúdos de experiências que o seu saborear promove nas 9 Salas do Inconsciente Humano. Foram usados como referência relatos, a este respeito, descritos em pergaminhos muito antigos, descobertos no século XX por pesquisas arqueológicas realizadas no Oriente Médio.

Ingredientes:

300 gramas de ameixas pretas e sem caroço

100 gramas de maçã desidratada

100 gramas de pêra desidratada

100 gramas de passas brancas

100 gramas de cerejas ao marrasquino, inteiras com toda a calda

100 gramas de nozes picadas

100 gramas de castanhas do Pará picadas

100 gramas de amêndoas sem pele picadas

um pouquinho de canela em pau

um pouquinho de cravo

1 rodela de limão

1 cálice de vinho tinto

Modo de Fazer:

Faça uma calda colocando numa panela 2 xícaras de chá de açúcar para caramelar, ou seja, cozinhando o açúcar até ele ficar da cor de um caramelo, e acrescente, então, 1 litro e meio de água fervendo.

Misture bem o açúcar caramelado com a água fervendo e coloque primeiro a maçã e a pêra desidratadas.

Depois que estiverem quase cozidas, coloque o restante dos ingredientes começando pela ameixa.

No final coloque o vinho.

Deixe a Compota apurar por mais ou menos 40 minutos.

Algumas Observações:

Se você resolver aumentar a quantidade dos ingredientes aumente, também, proporcionalmente a quantidade de calda.

Se depois da Compota ficar pronta você achar que ela ficou com pouca calda, faça em uma outra panela mais uma medida de calda e quando ela estiver bem dissolvida a acrescente a Compota já pronta.

E assim estará pronta a sua Compota do Prazer, que posta na geladeira poderá durar de 1 a 2 meses.

Como este exemplo de mesa, infinitos outros poderão ser criados, mas por questões da Engenharia Dimensional que envolve a virada de 2011 para 2012 recomendo que todas as mesas contenham algum tipo de compoteira com a Compota do Prazer no seu interior, pois durante o ritual que desenvolvi para ser realizado nesta virada será necessário saborear uma colher de sobremesa da Compota do Prazer. E eu mantenho sempre a mesma receita ano após ano, porque a função para a qual ela foi desenvolvida se mantém a mesma ao longo do tempo. Ela funciona como um detonador das mudanças que os Mantras criados por mim irão desencadear na vida dos seus usuários.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Quem morre (Pablo Neruda)

Morre lentamente,
quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra
graça em si mesmo.
Morre lentamente,
quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o
mesmo trajeto, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma cor
nova ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente,
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente,
quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco, e os
pontos sobre os "is", em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente o que resgata o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente,
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não
arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se
permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva que cai incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um
assunto que desconhece ou não lhe responde quando lhe perguntam algo
que não sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido
de felicidade.